Para alguns Ciclídeos Africanos, a segurança é mais importante que o sexo!
Um estudo publicado no jornal Biology Letters pelo pesquisador Alex Jordan da Universidade de Nova Gales do Sul na Austrália, sugere que algumas espécies de Ciclídeos Africanos preferem servir como ajudantes dentro de uma pequena colônia favorecendo um casal reprodutor do que se arriscarem a disputar ou constituir uma nova unidade hierárquica onde ele seria a base reprodutiva e mantenedora da espécie.
Alex Jordan focou sua pesquisa na espécie nativa do Lago Tanganyika, Neolamprologus pulcher, por identificar mais claramente esse comportamento de “ajudantes” e “procriadores”. Dentro da espécie e suas colônias, Jordan constatou que cada par de reprodutores conta com a ajuda de dois a sete peixes que assumem funções de defesa territorial, limpeza do ninho e cuidado com os ovos postos. Ele constatou também que esses ajudantes não irão procriar até que uma vaga na posição de procriador esteja disponível através da morte do atual encarregado.
Pesquisas genéticas anteriores comprovaram que os indivíduos dentro dos grupos carregam genes diferentes, sendo assim é comprovado que as crias saem do cuidado do grupo quando atingem certa idade, assumindo as posições em outros grupos sem arriscar-se a formar novas colônias.
Outra espécie que parece repetir o mesmo comportamento são os Neolamprologus multifasciatus, que estabelecem uma colônia regida hierarquicamente pelo casal reprodutor, deixando aos outros funções de readequação de território, defesa e cuidados com os alevinos.
Para maiores informações: http://rsbl.royalsocietypublishing.org/
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