Espécies invasoras ameaçam reduto protegido de Lagostim europeu!
Não é de hoje que se sabe o dano que espécies alienígenas podem ocasionar ao serem introduzidas irresponsávelmente a um ecossistema, quando as espécies invasoras encontram um ambiente sem predadores eficientes, condições parecidas as de seu habitat de origem e alimento abundante, essa pode ser a sentença de morte das espécies locais.
Os rios do condado de Cúmbria, situado ao Norte da Inglaterra, estão sendo invadidos por espécies alienígenas ao sistema, e isso põe em risco direto uma espécie de Lagostim nativo, o Austropotamobius pallipes ou Lagostim de Pata Branca que tem os rios da região como seu último refúgio seguro para a reprodução pura da espécie. Um Lagostim originário da América do Norte, o Pacifastacus leniusculus, pode ser a principal ameaça ao Austropotamobius pallipes pela concorrência de mesmos moldes alimentares, reprodutivos e territoriais, acredita-se que a espécie foi introduzida por comerciantes asiáticos que importaram o animal para fins gastronômicos.
Austropotamobius pallipes ou Lagostim de Pata Branca, espécie ameaçada.
Os pesquisadores já detectaram o invasor Norte Americano em uma grande extensão fluvial, e querem a qualquer custo evitar a propagação invasora para que o Pacifastacus leniusculus não se torne mais uma praga nos rios ingleses tal como a Pseudorasbora parva peixe vindo da Ásia, em 1960. Introduzido na Romênia incialmente, a espécie se propagou nos rios europeus e se tornou uma constante ameaça às espécies nativas. Outro invasor que se alastrou pela Europa é o Carangueijo-peludo-chinês da espécie Eriocheir sinensis, ameaça constante a espécies nativas, quando se alimenta de plantas na fase juvenil de sua vida, incorporando pequenos crustáceos a sua dieta na idade adulta.
Pseudorasbora parva, espécie invasora.
As autoridades já estão planejando uma ação para erradicar o Lagostim Americano, visando proteger a espécie nativa, mas a tarefa não será fácil de acordo com Bekka Close, uma das responsáveis pelo planejamento ao afirmar: “Eu já trabalhei com espécies invasivas ao longo dos anos, e elas são notavelmente difíceis de erradicar do sistema.”
Fontes pesquisadas: Agência FAPESP, BBCNEWS e Aquariofilia.net
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