Empresa brasileira é acusada de matar aproximadamente 300.000 tubarões!
O Instituto Justiça Ambiental brasileiro acusou oficialmente a empresa Sigel do Brasil Comércio, Importação e Exportação Ltda. de matar e extrair ilegalmente as barbatanas de aproximadamente de 300 mil tubarões na Costa do Nordeste do Brasil. Ainda não se sabe o impacto dessa matança indiscriminada, mas é evidente que o ecossistema pode sofrer alterações drásticas, tendo em vista a posição fundamental dos tubarões na cadeia alimentar. A empresa está sendo multada em $790 milhões de dólares ou R$1.382.725.000,00 (um bilhão trezentos e oitenta e dois mil setecentos e vinte e cinco reais) pela pesca e revenda ilegal de mais de de 25 toneladas de barbatanas e bexigas natatórias desde 2009.
A acusação cita os maus tratos na pesca dos animais, assim como a crueldade ao ter as nadadeiras e barbatanas cortadas e seu corpo descartado no mar, com o animal ainda vivo para sofrer uma morte lenta, quando o mesmo fica impossibilitado de nadar perdendo sangue até morrer. Dentre os animais abatidos constam espécies marinhas em risco de extinção, como é o caso do tubarão grelha.
O tubarão tigre, juntamente com o martelo e o cabeça-chata habitam a Costa do Nordeste brasileiro.
A pesca predatória se da por causa do uso de barbatanas de tubarão, elas são massivamente consumidas em todo o oriente como alimento, vendidas em loja de medicamentos chineses por também serem utilizadas em receitas da terapia alimentar chinesa como um ingrediente para auxiliar a restabelecer a saúde, sempre atingindo um alto valor de mercado no qual a demanda é constante.
Barbatanas prontas para o consumo ou uso medicinal expostas nas lojas asiáticas.
O consumo na Ásia é muito pouco controlado, a origem das barbatanas não é questionada desde que cheguem aos revendedores a um preço acessível, logo, empresas destroem a natureza visando o lucro ganancioso e desregulamentado, se aproveitando da fragilidade de fiscalização na costa brasileira.
Fonte: Instituto Justiça Ambiental
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